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Como proteger a colheita abundante de ameixas contra a traça e a moniliose no momento certo

June 25, 2026 · 5 min de leitura · Tomas Rohlena
Como proteger a colheita abundante de ameixas contra a traça e a moniliose no momento certo
Ameixas / Foto: Depositphotos
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As ameixas, ou ameixeiras, podem estar este ano literalmente carregadas de frutos, mas na viragem de junho chega o período em que a traça-da-ameixa (Grapholita funebrana) mais frequentemente ataca. Quando a intervenção é feita tarde, a praga consegue inutilizar grande parte da colheita. Em vez de ameixas saudáveis, acabam prematuramente no chão frutos já a ganhar cor, bichados e a apodrecer, e na pele aparece muitas vezes a típica gota pegajosa de goma.

Como funciona a traça-da-ameixa e quando ataca

A traça-da-ameixa é uma borboleta discreta, mas quem causa os estragos são as lagartas. O inverno é passado na forma de lagarta, escondida num casulo sob a casca ou em fendas do tronco. Na primavera transforma-se e, ao longo da estação, costumam surgir duas vagas bem marcadas de ataque.

Primeira vaga de ataque no fim da primavera e em junho

Os adultos começam a voar já no fim de maio e põem os ovos sobre os pequenos frutos verdes. O momento crítico é a eclosão das lagartas, muitas vezes a meio de junho. Assim que a lagarta perfura a pele, fica protegida no interior do fruto e um pulverização comum dificilmente a atinge. Danifica a zona em redor do caroço e a inserção do pedúnculo, a ameixa deixa de crescer, começa a ganhar cor antes do tempo e cai.

A segunda vaga em julho e agosto costuma ser ainda mais destrutiva

No verão, outra geração ataca frutos já quase maduros. Na polpa formam-se galerias cheias de excrementos escuros e é então que aparecem as clássicas ameixas bichadas, que amolecem depressa, estragam-se e perdem sabor.

O sinal mais comum do ataque reconhece-se pela gomose

Um sintoma típico é uma gota translúcida e pegajosa na pele, com aspeto de resina. O fruto tenta assim cicatrizar a ferida provocada pela entrada da lagarta. Se vê essas gotas em ameixas verdes, a praga geralmente já está dentro e, muito provavelmente, o momento certo da proteção já passou.

As feridas das lagartas abrem caminho à moniliose

O bichado já é um problema por si, mas pior ainda é que a pele danificada funciona como porta de entrada para doenças fúngicas. A mais frequente é a podridão moniliana dos frutos. Assim que os esporos entram na polpa, a ameixa começa a apodrecer rapidamente ainda na árvore; surgem manchas castanhas e, mais tarde, almofadas cinzentas de esporos. A infeção espalha-se facilmente por contacto entre frutos em cachos, podendo destruir grupos inteiros, que escurecem, secam ou caem na relva.

A chave do sucesso é o timing, não a força do tratamento

Contra a traça não compensa intervir quando os frutos já estão bichados. O decisivo é acertar a curta janela em que as lagartas estão a eclodir dos ovos e ainda não tiveram tempo de entrar no fruto. Na prática, ajuda acompanhar o voo dos adultos e seguir a sinalização local, ou usar armadilhas próprias, porque o tempo (meteorologia) faz variar as datas conforme a região e o ano.

Proteção química, quando precisa de um tratamento rápido e preciso

Nos inseticidas, faz sentido aplicar no momento da eclosão das lagartas, e não logo ao primeiro avistamento das borboletas. Usam-se produtos sistémicos, que penetram nos tecidos e conseguem atingir a lagarta mesmo após as primeiras mordidelas, e também produtos de contacto com ação rápida. Nos tratamentos de contacto, é importante ter em conta a temperatura, porque com calor podem funcionar pior; por isso, é mais seguro aplicar ao fim do dia.

Se, no período antes da maturação, surgirem chuvas persistentes, vale a pena pensar em simultâneo na podridão moniliana e optar por uma proteção fungicida, para evitar que a podridão se alastre pelos frutos feridos.

Métodos mais suaves e BIO, sem química pesada

Quem não quer usar inseticidas sintéticos pode recorrer a métodos biológicos. Uma escolha comum são as vespinhas parasitas do género Trichogramma, que procuram os ovos da traça e os eliminam antes mesmo de a lagarta nascer. Outra possibilidade é um tratamento bacteriano à base de Bacillus thuringiensis, que atua por ingestão e é seguro para as pessoas e para os insetos auxiliares. Como medida de apoio, também pode ser útil mascarar o cheiro das ameixas com macerações fortes e amargas de plantas, por exemplo absinto (Artemisia) ou tanaceto (Tanacetum vulgare), porque as borboletas orientam-se muito pelo olfato ao procurar a árvore.

O que fazer conforme a situação na árvore

Voo de borboletas ao fim da tarde na copa

Ajuda pendurar armadilhas de feromonas. Servem sobretudo para monitorização, ou seja, para perceber quando o voo está a começar e quando se aproxima a eclosão das lagartas.

Início da eclosão das lagartas e primeiras pequenas marcas na pele

Este é o melhor momento para intervir, quer escolha proteção química, quer um produto biológico bacteriano. Adiar alguns dias muitas vezes significa que as lagartas já estarão bem protegidas no interior dos frutos.

Gomose e gotas de goma em ameixas verdes

Nesta fase, normalmente já é tarde para pulverizar. O melhor é retirar manualmente os frutos atacados e destruí-los antes de a lagarta abandonar a ameixa.

Moniliose e manchas de podridão visíveis com almofadas cinzentas

Remova de imediato todas as ameixas infetadas, tanto da árvore como do chão. Em caso de forte pressão da doença, é aconselhável um tratamento preventivo contra a podridão e, sobretudo, uma higiene rigorosa no pomar.

O mais importante é recolher os frutos caídos

Qualquer ameixa que amoleça antes do tempo, escureça ou caia deve ser apanhada e eliminada o mais depressa possível. Não a deixe apodrecer debaixo da árvore e não a coloque no composto comum. A lagarta pode sair do fruto, esconder-se sob a casca, formar pupa e voltar durante o verão como nova vaga de ataque, completando os estragos no resto da colheita.

Fonte: Gardening Know How, Záhrada, Gardenia, Pestrazahrada.cz

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Tomas Rohlena
Tomas Rohlena

Amante da natureza, do jardim e de tudo o que se move, floresce ou cresce. Cultiva literalmente tudo, de ervas aromáticas a espécies raras, e gosta igualmente de cuidar de animais. No seu trabalho, combina tecnologias modernas com métodos tradicionais testados pelas avós e fica feliz quando ambos os caminhos levam ao mesmo objetivo.

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