Como escolher um comedouro para galinhas para manter a ração seca, limpa e longe de pragas
Um bom comedouro para galinhas deve cumprir várias funções ao mesmo tempo. Deve proteger a ração da chuva e da humidade, evitar que se suje, reduzir ao máximo o esgravatar e o espalhar para o chão e dificultar o acesso tanto a ratos como a aves silvestres. Na prática, as perdas de ração costumam ser o problema mais frequente. Ao procurar as partes preferidas da mistura, as galinhas espalham facilmente o conteúdo à volta e isso significa custos desnecessários e um maior atrativo para as pragas.
No mercado existem vários tipos de comedouros, e cada um tem pontos fortes e fracos. Vale a pena adaptar a escolha ao tamanho do bando, ao sistema de criação e às condições locais. Uma solução pode ser suficiente para algumas galinhas no quintal, e outra será necessária para um parque maior em regime de livre pastoreio.
Os tipos de comedouros mais comuns
Comedouros abertos de calha e comedouros suspensos
Estão entre as opções mais baratas e também mais difundidas. O ponto fraco é o acesso aberto à ração. As galinhas deitam-na facilmente para fora, a chuva entra sem grande dificuldade e a ração fica disponível também para pardais ou roedores. Os modelos suspensos, além disso, balançam, podendo derramar ainda mais conteúdo.
Comedouros de pedal
Este tipo funciona com uma tampa que se abre quando a galinha pisa a placa de acionamento. À primeira vista, é uma proteção inteligente, mas inclui peças móveis que podem desgastar-se ou encravar. Se a tampa deixar de fechar bem, o comedouro transforma-se, na prática, num depósito aberto. Outra desvantagem é que galinhas menores, raças anãs ou frangas podem não ter peso suficiente para acionar o mecanismo.
Comedouros de tubo e de canalização

Muitas vezes são soluções caseiras simples feitas com tubos de plástico. São baratas, mas tendem a deixar entrar água e as galinhas conseguem deitar a ração fora com relativa facilidade. Se não forem feitas com material adequado para uso prolongado no exterior, o sol acaba por danificá-las e o plástico torna-se quebradiço.
Comedouros tipo balde com aberturas
A grande vantagem é a maior capacidade, mas as aberturas laterais continuam expostas e a ração pode, novamente, ser retirada e espalhada. Outra desvantagem é a altura fixa das aberturas. Se não corresponder ao tamanho das galinhas, o uso não será o ideal. Além disso, o balde costuma ficar baixo, aumentando a probabilidade de ser encontrado por roedores.
Comedouros de depósito fechados com acesso protegido
Esta variante costuma ser a mais prática do ponto de vista da poupança e da proteção da ração. A ração fica num reservatório fechado e as galinhas acedem por uma abertura coberta. Assim, o conteúdo fica melhor protegido da chuva e, ao mesmo tempo, não fica exposto numa posição que permita ser facilmente atirado para fora. Uma grande vantagem é também a ausência de componentes móveis complexos.
Em que se deve focar na escolha
Reduzir o desperdício de ração
É aqui que se decide quanto lhe vai custar a criação no longo prazo. Comedouros abertos quase sempre levam a perdas. Melhor é uma construção em que a galinha enfia a cabeça para dentro e a ração fica abaixo do bordo da abertura. Esta solução reduz significativamente a quantidade de grão no chão.
Localização e altura corretas
O comedouro não deve ficar no chão. Assim, a cama, a sujidade e outros detritos entram facilmente e ele torna-se o primeiro alvo para as pragas. O ideal é fixá-lo numa parede, numa rede, num poste ou noutro suporte firme. A altura deve corresponder aproximadamente à parte de trás do pescoço da galinha mais pequena do bando. Um comedouro demasiado baixo incentiva a deitar a ração fora; um comedouro demasiado alto prejudica as aves menores.
Resistência às condições meteorológicas
Ração húmida pode ganhar bolor rapidamente e representa um risco para a saúde. Por isso, o comedouro deve proteger não só da chuva comum, mas também da humidade do verão. Igualmente importante é a resistência ao sol. Plásticos baratos no exterior muitas vezes não duram muito, por isso compensa verificar a qualidade do material e o período de garantia.
Ratos e aves silvestres
Nenhum comedouro, por si só, consegue eliminar completamente um problema já existente com roedores ou aves oportunistas. Mas pode reduzir bastante a quantidade de ração espalhada que os atrai ao galinheiro. Se as pragas já apareceram, é necessário primeiro eliminar a fonte de alimento, guardar a ração à noite e tratar da situação à parte. O comedouro é uma ajuda, não uma solução completa.
Quantas galinhas por comedouro
Muitos criadores receiam que, se apenas uma ou duas galinhas conseguirem comer ao mesmo tempo, isso seja um problema. Na realidade, com acesso permanente à ração, as galinhas normalmente não comem todas de uma vez. Vão alternando ao longo do dia e beliscam aos poucos. Por isso, geralmente basta um comedouro bem concebido para cerca de seis a oito galinhas. Em bandos maiores, é melhor distribuir vários comedouros em locais diferentes do que depender de um único grande.
Capacidade e gestão no dia a dia

Uma poedeira consome aproximadamente 120 a 150 gramas de ração completa por dia, dependendo do porte e das condições. Um reservatório demasiado grande pode parecer prático, mas a ração deixada muito tempo no calor perde frescura. Costuma ser mais sensato repor quantidades menores com maior frequência. Também é uma vantagem conseguir retirar o comedouro facilmente, caso precise de o limpar ou de o guardar à noite.
O melhor comedouro não é o maior nem o mais barato, mas aquele que mantém a ração seca, limpa e o menos acessível possível para as pragas.
Que solução faz mais sentido
Para bandos pequenos e médios, a opção mais prática tende a ser um comedouro de depósito fechado, com área de alimentação protegida, fixo acima do chão à altura correta. Este tipo ajuda a poupar ração, resiste melhor ao tempo e simplifica os cuidados diários. Se, além disso, escolher uma mistura completa de qualidade ou pequenos pellets, a gestão será ainda mais económica e limpa. Ao escolher, portanto, pense não só no preço de compra, mas sobretudo em quanto trabalho e perdas o comedouro lhe vai poupar nos próximos meses e anos.
Fonte: Dine a Chook, Pestrazahrada.cz
Amante da natureza, do jardim e de tudo o que se move, floresce ou cresce. Cultiva literalmente tudo, de ervas aromáticas a espécies raras, e gosta igualmente de cuidar de animais. No seu trabalho, combina tecnologias modernas com métodos tradicionais testados pelas avós e fica feliz quando ambos os caminhos levam ao mesmo objetivo.
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