O que o alho de inverno realmente precisa em junho para dar uma colheita grande e saudável
Os cultivadores de alho de inverno, entre o fim de maio e o início de junho, entram numa fase da época que influencia de forma decisiva o tamanho das cabeças finais. É precisamente nessa altura que, em algumas variedades, aparece o típico escapo verde, enrolado em forma de ondinha, com a futura inflorescência. Para o jardineiro, é um sinal seguro de que, sob a superfície do solo, começa a formar-se a cabeça. Mas, se deixar a planta sem intervenção, estará a sacrificar desnecessariamente parte da colheita.
O alho é capaz de direcionar uma parte considerável da energia para formar flor e semente. Nutrientes, açúcares e vigor que, de outra forma, iriam para os dentes subterrâneos, são gastos a lançar o escapo e, depois, na floração. O resultado nota-se na colheita: as cabeças ficam menores, os dentes mais fracos e a produção total pode cair bastante. E a solução não toma mais do que alguns minutos no canteiro.
A retirada do escapo ajuda sobretudo os alhos de haste
A remoção dos escapos florais é muitas vezes conhecida como “capação” do alho. O importante é que diz respeito principalmente aos chamados alhos de haste (alhos de vara), isto é, variedades que formam um escapo central firme com inflorescência. Nestes tipos, a intervenção faz mais sentido, porque o escapo é um grande consumidor de nutrientes.
A experiência de cultivadores mostra que quebrar o escapo a tempo consegue aumentar a cabeça final em cerca de 30 a 40 por cento. Não há nenhuma técnica complicada: o objetivo é apenas interromper a tentativa da planta de investir na flor e trazer o foco de volta para a cabeça no solo.
Quando intervir e por que não usar tesoura
O período mais indicado costuma ser a primeira semana de junho. Nessa altura, os escapos ainda são jovens, macios e quebram facilmente. Reconhece-os por estarem ligeiramente enrolados, flexíveis e ainda não apontarem direito para cima. É nesse momento que a intervenção é mais suave e a planta recupera rapidamente.
Ferramentas metálicas, como tesoura ou faca, não são a melhor opção. Podem aumentar desnecessariamente a ferida e também elevar o risco de introduzir infeções ou fungos. É muito melhor quebrar o escapo à mão. Segure-o entre o polegar e o indicador mesmo acima da folha mais alta e dobre-o suavemente para o lado. Normalmente, ele parte de forma limpa e destaca-se no ponto que menos sobrecarrega a planta.
Uma manhã de sol é a opção mais segura
Vale a pena fazer a quebra num dia seco e solarengo, de preferência de manhã. O calor e a circulação do ar ajudam a ferida a secar naturalmente em poucas horas, reduzindo o risco de doenças. Já com chuva ou tempo prolongadamente húmido, é melhor esperar, para que a lesão recente não fique molhada sem necessidade.
Deixe algumas plantas como indicador de maturação
No canteiro, é prático deixar duas a três plantas com o escapo. Elas funcionam como um indicador natural de quando a colheita se aproxima. Assim que o escapo, antes enrolado, começar a endireitar e a apontar verticalmente para cima, costuma ser sinal de que o alho no solo amadureceu e está na hora de se preparar para arrancar as cabeças.

Este truque simples ajuda-o a acertar o momento da colheita sem adivinhações complicadas. A maturação também se nota na folhagem, que vai perdendo o aspeto fresco e começa a secar, mas é precisamente o escapo das plantas deixadas que dá um aviso muito fácil de ler.
Não deite fora os escapos, dão para comer
Os escapos jovens de alho são suculentos e têm um sabor a alho mais suave, ligeiramente adocicado, sem a ardência desagradável. Na cozinha, podem ser usados de forma semelhante à cebolinha ou às folhas verdes. Se os preparar logo após os quebrar, recompensam com textura tenra e um aroma marcante.
Usos simples na cozinha
Manteiga de alho faz-se picando finamente os escapos, misturando-os em manteiga amolecida e ajustando o sal. Fica ótima em pão e também como acompanhamento de carne e legumes grelhados.
Pesto de escapos obtém-se triturando os escapos com azeite, sementes e um pouco de queijo duro. O resultado é um molho intenso para massa, batatas ou sanduíches.
Salteado rápido é a versão mais simples: corte os escapos em pedaços menores e salteie rapidamente com carne ou legumes. No prato, substituem a cebolinha e dão um toque agradável de alho.
Uma pequena intervenção, uma grande diferença na colheita
Se cultiva alhos de haste, a capação está entre os trabalhos mais importantes de junho. Ao quebrar os escapos a tempo, dá à planta um sinal claro para investir na cabeça e não na flor. A recompensa costuma ser cabeças maiores, dentes mais robustos e uma colheita mais segura, sendo que toda a tarefa se resolve numa rápida inspeção ao canteiro.
Fonte: Urob si sám, Gardening Know How, GrowVeg, Pestrazahrada.cz
Amante da natureza, do jardim e de tudo o que se move, floresce ou cresce. Cultiva literalmente tudo, de ervas aromáticas a espécies raras, e gosta igualmente de cuidar de animais. No seu trabalho, combina tecnologias modernas com métodos tradicionais testados pelas avós e fica feliz quando ambos os caminhos levam ao mesmo objetivo.
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