Erros na rega podem reduzir a colheita de pepinos para metade
O cultivo de pepinos costuma ser agradecido, mas também sabe revelar depressa erros nos cuidados. Os problemas aparecem muitas vezes com o murchar das plantas, o abortamento dos frutos recém-formados ou com pepinos que ficam pequenos, tortos ou, no geral, de pior qualidade. O resultado é duplo: colhemos menos unidades e, além disso, não estão na condição que esperamos de uma produção caseira. A maioria das dificuldades está relacionada com a escolha do local, a regularidade da rega, a nutrição e a forma de colher.
A escolha do local decide logo no início
Os pepinos são plantas de clima quente e não se dão bem com o frio. Desenvolvem-se melhor num local soalheiro, sem sombreamento prolongado, onde o solo consiga aquecer bem. São inadequados os solos pesados, compactados e encharcadiços, nos quais a água fica retida e as raízes sofrem por falta de oxigénio. Mais tarde, essas condições podem traduzir-se em crescimento mais fraco, menor pegamento de frutos e maior pressão de doenças.
Também é importante a cultura anterior. O ideal são espécies que não esgotam o solo de forma unilateral, por exemplo, alho-porro, aipo, cebola ou batata. Pelo contrário, não compensa cultivar pepinos após outras cucurbitáceas nem após brássicas, porque podem transmitir pragas e doenças semelhantes. Problemas na qualidade dos frutos surgem igualmente quando os pepinos são cultivados no mesmo local durante vários anos seguidos. É melhor respeitar um intervalo maior e voltar a colocá-los na mesma cama apenas ao fim de quatro a cinco anos.
As raízes são superficiais e danificam-se facilmente
O sistema radicular dos pepinos espalha-se de forma relativamente superficial. Ao sachar ou mondar, é preciso trabalhar com cuidado para não danificar as finas raízes capilares, responsáveis pela absorção de água e nutrientes. Uma vez feridas, regeneram-se com dificuldade. A planta pode então murchar mais depressa com oscilações de humidade e, se faltarem nutrientes, pode não conseguir formar novos frutos de forma contínua.
Sem rega regular, os pepinos não prosperam
Os pepinos precisam de uma humidade uniforme em toda a camada de solo onde se encontram as raízes. Uma rega muito abundante de uma só vez, seguida de um período de seca, é muitas vezes pior do que fornecer menos água, mas de forma regular. Importante é também a temperatura da água, que não deve ser inferior à do solo. A água fria pode provocar choque nas plantas e atrasar o crescimento.
A melhor altura para regar é de manhã, quando as temperaturas do solo e das plantas são semelhantes e a variação não é tão marcada. Também vale a pena regar logo após a colheita, porque, depois de retirados os frutos, a planta continua intensamente a formar novos e um fornecimento estável de água apoia esse processo.
Métodos de rega que reduzem o risco de míldios e outras doenças
São práticas as técnicas em que as folhas não se molham, por exemplo, rega em regos/sulcos ou rega gota-a-gota. Folhas secas significam menor probabilidade de infeção por doenças fúngicas. Tão importante quanto o método escolhido é cumprir a dose e a regularidade. Com a rega correta, reduz-se o murchar das plantas e dos frutos e, ao mesmo tempo, diminui o risco de desenvolvimento de doenças, que se espalham facilmente na cultura em períodos de calor e humidade.

Nutrição e adubação como base de frutos de qualidade
A falta de nutrientes nos pepinos nota-se rapidamente, muitas vezes por crescimento fraco, menor pegamento e pior qualidade na colheita. A base é a adubação orgânica. O estrume bem curtido deve ser incorporado já no outono, durante a preparação do solo, ou então substituído por composto de qualidade, bem maturado. Esta componente orgânica melhora a estrutura do solo e ajuda a manter um regime hídrico mais equilibrado.
Fósforo, potássio e azoto com uma calendarização sensata
Os adubos fosfatados e potássicos aplicam-se normalmente em duas doses. A primeira na preparação do solo, muitas vezes no outono, e a segunda na primavera. Para o crescimento e a produtividade dos pepinos, porém, o azoto também é muito importante e compensa dividi-lo em várias doses menores. Uma parte é aplicada já na preparação do solo; outra cerca de três a quatro semanas após a plantação ou quando começam a aparecer os botões florais. A última adubação azotada é útil na fase de crescimento dos frutos, quando a planta tem as maiores exigências em nutrientes e, se houver carência, abranda facilmente a formação da colheita seguinte.
Uma colheita cuidadosa incentiva novas frutificações
À primeira vista, a colheita pode parecer um passo simples, mas também aqui se cometem erros. Arrancar os frutos com força danifica muitas vezes os rebentos ou os caules e, no pior dos casos, pode levar à morte de parte da planta. É mais seguro destacar o pepino com cuidado, cortar ou aparar de forma a não puxar pela planta inteira.
Igualmente importante é a rapidez de colheita. Os pepinos no tamanho certo devem ser retirados o quanto antes, porque assim incentivamos a planta a formar mais frutos. Se deixarmos peças demasiado grandes durante muito tempo na planta, pode acontecer que a planta não consiga manter os frutos jovens, deixe cair parte deles e estes já não se desenvolvam até ao tamanho de colheita.

Porque é que os pepinos podem ficar amargos e como prevenir
O sabor amargo está relacionado com um teor mais elevado de glicosídeos. Em muitas variedades modernas, esta tendência foi reduzida por melhoramento, mas a amargura pode surgir quando a planta passa por stress. Um desencadeador típico é a seca prolongada, a rega irregular ou a alternância entre encharcamento e secura. Diferenças marcadas entre as temperaturas diurnas e noturnas também têm um efeito negativo.
Na prática, ajuda sobretudo um regime de rega estável e um solo com bastante húmus, onde a amargura aparece com menos frequência. Quando os pepinos recebem água e nutrientes de forma regular e não crescem sob stress constante, os frutos tendem a ter melhor sabor, forma mais uniforme e, no geral, maior qualidade.
Na maioria das vezes, os problemas nos pepinos arrancam devido a uma combinação de local inadequado, oscilações de humidade e erros na adubação. Se se concentrar em sol, rega regular, solo rico em húmus e colheita cuidadosa, a colheita costuma ser muito melhor.
Fonte: Rhs, Zahradkar , Pestrazahrada.cz
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