Amarelecimento de verão nas folhas dos pepinos revela erros de cultivo e falta de nutrientes
O amarelecimento das folhas dos pepinos é, no verão, um dos problemas mais frequentes tanto nas canteiros como na estufa. Muitos cultivadores atribuem isso automaticamente ao calor ou a doenças, mas muito frequentemente a causa está na nutrição e nas condições de cultivo. Os pepinos reagem depressa e o primeiro aviso quase sempre aparece justamente nas folhas. A boa notícia é que, se descobrir a causa a tempo, as plantas conseguem recuperar-se relativamente rápido, voltam a ganhar vigor e continuam a florir e a formar frutos.
Os motivos mais comuns para as folhas dos pepinos amarelecerem
A mudança de cor das folhas pode dever-se à falta de algum nutriente, mas também a rega inadequada ou stress ambiental. O mais típico é encontrar carência de azoto, potássio, magnésio ou ferro. Ao mesmo tempo, o excesso de água ou, pelo contrário, períodos longos de seca, a rega com água fria, variações bruscas de temperatura, solo compactado sem arejamento e também uma plantação demasiado densa podem prejudicar. Cada causa tem manifestações um pouco diferentes e é precisamente por elas que se consegue perceber o que a planta está a pedir.
Quando a folha inteira amarelece, muitas vezes falta azoto
Se as folhas empalidecem para verde-claro até amarelo em toda a superfície, a culpa costuma ser da falta de azoto. O azoto é fundamental para a formação de massa verde, por isso, quando falta, os pepinos crescem mais devagar, têm folhas menores e perdem vitalidade no geral.
Pode ajudar uma adubação ligeira com fontes naturais. Funciona bem um macerado fermentado de urtigas jovens, que depois de fermentar se dilui e se usa na rega junto às raízes. Como alternativa, pode usar estrume bem curtido diluído ou um bom adubo orgânico para hortícolas de fruto.
Bordas amarelas e secagem das folhas apontam para potássio
Quando o amarelecimento surge sobretudo nas margens das folhas, que depois ficam castanhas e vão secando, trata-se tipicamente de falta de potássio. O potássio ajuda na formação dos frutos e aumenta a resistência dos pepinos ao calor, à seca e a algumas doenças, por isso a carência aparece muitas vezes precisamente na fase de maior exigência.
Uma solução caseira prática é a cinza de madeira proveniente de lenha limpa, sem tintas nem vernizes. Da cinza pode preparar-se uma infusão simples em água, que após repousar se aplica junto às raízes. É importante não exagerar na dose e não usar cinza onde o solo já é alcalino.
Amarelecimento entre nervuras significa muitas vezes falta de magnésio
Quando as nervuras se mantêm verdes, mas o tecido entre elas vai amarelecendo, o problema costuma estar no magnésio. O magnésio é indispensável para a formação de clorofila e, sem ele, a fotossíntese não funciona corretamente, o que se nota muito depressa nas folhas.
O mais rápido é fornecer magnésio por via foliar, porque a planta o absorve de imediato. Usa-se sulfato de magnésio ou adubos foliares com maior teor de magnésio, eventualmente misturas completas pensadas especificamente para pepinos.
Quando as folhas mais jovens amarelecem, considere ferro
Se o amarelecimento começa nas folhas mais novas, no topo, muitas vezes é falta de ferro. O ferro é um micronutriente de que a planta precisa em pequena quantidade, mas sem ele não consegue formar clorofila corretamente e as folhas novas acabam por sair fracas e claras.
Uma via eficaz é a pulverização foliar com quelato de ferro, porque nesta forma o elemento é bem absorvido. Após a aplicação, os novos crescimentos costumam ganhar uma coloração mais saudável, desde que a causa seja mesmo o ferro e não o excesso de rega ou um solo compactado.
Nem sempre são nutrientes: o problema pode estar na rega e no solo
O amarelecimento também pode ser provocado por água e regime de rega inadequados. Água fria diretamente do poço pode causar choque às plantas, tal como um arrefecimento brusco após dias muito quentes. O encharcamento frequente faz com que as raízes fiquem sem oxigénio suficiente, apodreçam e a planta deixe de absorver nutrientes mesmo quando eles existem no solo. Pelo contrário, uma seca prolongada limita a absorção de água e minerais e o pepino entra em “modo de poupança”, o que também se reflete nas folhas.
A estrutura do solo também é decisiva. Terra compactada e sem ar é um problema para as raízes, tal como plantas demasiado juntas, entre as quais o ar não circula. Nestas condições, o stress combina-se facilmente com carências e os sintomas acabam por se sobrepor.

Como prevenir o amarelecimento das folhas e manter os pepinos em forma
A prevenção costuma ser mais simples do que a recuperação. Regue com água descansada ou da chuva, idealmente a uma temperatura semelhante à do ambiente, e direcione a água para a zona das raízes, não para as folhas. Depois de regar, é aconselhável afofar ligeiramente a superfície do solo para que o ar chegue às raízes. Vá adubando ao longo do ciclo conforme a fase de crescimento, porque os pepinos são exigentes e o consumo de nutrientes muda rapidamente durante a época.
Também ajuda manter o canteiro sem ervas daninhas, que roubam água e nutrientes, e não exagerar na densidade de plantação. Uma boa circulação de ar reduz o stress e melhora a secagem da folhagem, o que é vantajoso também do ponto de vista sanitário.
A verificação regular decide a colheita final
Os pepinos conseguem crescer muito depressa e reagem com a mesma rapidez às mudanças do ambiente. Por isso, compensa observar as plantas várias vezes por semana. A cor das folhas, o desenho das nervuras, o estado das margens e o aspeto geral de frescura muitas vezes avisam de um problema antes de ele se refletir na quantidade e na qualidade dos frutos. Quanto mais cedo identificar a causa do amarelecimento e ajustar os cuidados, maior a probabilidade de as plantas se manterem saudáveis até ao fim da época e de o recompensarem com uma colheita abundante.
Fonte: GrowVeg, To je nápad, Pestrazahrada.cz
Amante da natureza, do jardim e de tudo o que se move, floresce ou cresce. Cultiva literalmente tudo, de ervas aromáticas a espécies raras, e gosta igualmente de cuidar de animais. No seu trabalho, combina tecnologias modernas com métodos tradicionais testados pelas avós e fica feliz quando ambos os caminhos levam ao mesmo objetivo.
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