Rosas no jardim do plantio à poda e à floração saudável
As rosas estão entre os arbustos ornamentais cultivados há mais tempo e mantêm um lugar de destaque nos jardins graças ao perfume, à forma das flores e à enorme variedade de cores. Embora sejam muitas vezes consideradas exigentes, ao cumprir alguns princípios conseguem pegar rapidamente e permanecer no mesmo local durante muitos anos. A base do sucesso está numa boa preparação do solo, na profundidade correta de plantio, em bastante sol e num acompanhamento bem pensado nas duas primeiras estações.
Que tipo de roseira comprar
Na prática, você vai encontrar três formas de venda. As roseiras de raiz nua são oferecidas principalmente do fim do outono ao início da primavera, muitas vezes por encomenda. Costumam ser de boa qualidade, têm um sistema radicular mais robusto e, em geral, são mais vantajosas no preço. O importante é plantá-las o quanto antes após a entrega; se o clima não permitir, é recomendável proteger as raízes contra o ressecamento e guardá-las temporariamente em um substrato levemente úmido.
As roseiras “envasadas” são plantas de raiz nua colocadas às pressas em um vaso para não desidratarem. Elas costumam estar na melhor condição na parte mais fresca do ano, quando não sofrem com superaquecimento e falta de água na área de venda. Tanto as envasadas quanto as verdadeiramente cultivadas em vaso podem ser plantadas ao longo do ano, desde que o solo não esteja congelado nem extremamente seco. As roseiras mantidas por mais tempo em recipientes oferecem a maior flexibilidade de época, mas muitas vezes são mais caras e nem sempre formam raízes tão naturalmente distribuídas quanto as de raiz nua.
Quando plantar rosas e quais condições evitar
A época ideal de plantio é a primavera ou o outono, quando as temperaturas são amenas e o solo fica fácil de trabalhar. As roseiras de raiz nua plantam-se da queda das folhas até antes da brotação, ou seja, aproximadamente do fim do outono ao começo da primavera. Evite plantar em solo congelado e também em dias em que a terra esteja encharcada e pegajosa. No verão, é possível plantar mudas em vaso, mas apenas se você conseguir garantir regas regulares e abundantes, sem estresse por falta de água.
Onde colocar as roseiras para serem vigorosas e menos doentes
A maioria das roseiras precisa de sol pleno, idealmente pelo menos seis horas de luz direta por dia. O sol da manhã é uma vantagem, pois seca rapidamente as folhas e reduz a pressão de doenças fúngicas. Tão importante quanto isso é a circulação de ar: plantio muito apertado ou colocação encostada numa parede sem ventilação aumenta a umidade dentro da planta e, com isso, o risco de mancha-negra e oídio.
O solo deve ser bem drenado, mas sem secar demais. As rosas toleram mal locais permanentemente encharcados, onde as raízes podem apodrecer e o arbusto perde vigor. Em solos pesados, a melhoria vem com a adição contínua de matéria orgânica; já em solos muito arenosos, a matéria orgânica aumenta a capacidade de reter água e nutrientes.

Como plantar, passo a passo
Prepare a área com antecedência. Incorpore à camada superior do solo, até cerca de 20 a 30 cm de profundidade, matéria orgânica bem curtida, como composto ou esterco bem decomposto. Isso cria um ambiente em que as raízes se expandem mais rapidamente para o entorno. Depois, pode-se adicionar um fertilizante de uso geral, mas, se você usa produtos micorrízicos, convém reduzir adubos com alto teor de fósforo, pois podem inibir a micorriza.
A cova deve ser aproximadamente duas vezes mais larga que o sistema radicular e ter profundidade em torno do comprimento de uma pá. No caso de roseiras de raiz nua, é prático deixar as raízes de molho na água por algumas horas antes do plantio, para hidratar bem. Nas roseiras vindas do vaso, solte delicadamente as raízes que ficam enroladas; se não fizer isso, elas podem permanecer “presas” no formato original por muito tempo e a planta passa a resistir pior à seca do verão.
Coloque a muda no centro da cova e observe o ponto de enxertia. Na prática de jardim, costuma-se recomendar que a união entre a variedade e o porta-enxerto fique ao nível do terreno, sem enterrar demais, para reduzir o risco de morte de ramos. Em seguida, preencha com a terra retirada misturada à matéria orgânica, firme levemente para não deixar bolsas de ar e regue em profundidade. Ajuste o espaçamento ao tipo de roseira e ao tamanho que ela terá no futuro; espaço suficiente se traduz em melhor floração e menor incidência de doenças.
Dê atenção especial quando você estiver substituindo uma roseira antiga por outra no mesmo lugar. As rosas podem sofrer com a chamada fadiga do solo; por isso, é sensato trocar a terra da cova em pelo menos cerca de 45 cm de profundidade e de largura, substituindo por solo de outra parte do jardim ou por um substrato de qualidade enriquecido com composto.
Cuidados após o plantio que definem o sucesso
Nos dois primeiros anos após o plantio, a rega é decisiva. Regue bem na base, na zona das raízes, e não sobre as folhas; em tempo seco, prefira regar com menor frequência, mas de forma profunda. A cobertura do solo ajuda a manter a umidade e a temperatura mais estável; o ideal é composto bem maturado ou esterco bem curtido, e também pode ser usado cavaco de madeira. Não deixe a cobertura encostada diretamente nos caules, para não aumentar o risco de apodrecimento e danos à casca.
Toda primavera as roseiras agradecem uma adubação. Se o vigor cair no verão, dá para fazer um reforço leve no meio da estação, mas termine as adubações a tempo para que os brotos novos e macios consigam amadurecer antes do inverno. A remoção regular das flores passadas estimula novas florações nas variedades remontantes; perto do fim da estação, porém, é melhor parar, para que a planta entre naturalmente em repouso.
Poda de rosas por grupo e uma regra simples de saúde
A primeira poda mais marcada costuma ser feita no primeiro inverno após o plantio, geralmente no fim do inverno ou no começo da primavera. Em todas as roseiras, comece removendo ramos secos, danificados e fracos. As híbridas-de-chá de flores grandes são podadas de forma mais baixa, para emitirem brotações novas e fortes. As floribundas (de flores em cachos) são encurtadas de modo intermediário. As trepadeiras e escandentes são mais conduzidas e amarradas, e uma poda excessivamente baixa pode, em alguns tipos, prejudicar o porte desejado. As roseiras arbustivas e as botânicas muitas vezes recebem apenas uma poda leve, mais de limpeza e arejamento, porque sua forma natural faz parte do charme.
Uma roseira saudável começa com ar e luz: sol suficiente, espaçamento sensato e rega na raiz costumam ser mais eficazes do que qualquer pulverização “milagrosa”.
Problemas mais comuns e como preveni-los
As roseiras podem demorar a pegar se forem plantadas em solo pobre ou compactado, sem rega depois, ou num local onde rosas já foram cultivadas repetidamente sem troca de terra. Entre as doenças, as mais frequentes são a mancha-negra, o oídio, a ferrugem e a morte de ramos. A prevenção ajuda: retirar folhas atacadas, abrir o interior do arbusto para entrar ar, evitar molhar as folhas na rega e escolher variedades mais resistentes.
Entre as pragas, são comuns os pulgões e outros insetos sugadores, que deformam brotações jovens e botões. Inspeção no tempo certo, incentivo aos insetos benéficos e intervenções suaves geralmente resolvem. Se você quer rosas principalmente “sem complicação”, prefira roseiras modernas de jardim e paisagísticas com resistência aumentada, que florescem por muito tempo e perdoam pequenos erros de manejo.

Rosas também para iniciantes e alegria por muitos anos
Se você está começando, a escolha mais agradecida costuma ser a das roseiras arbustivas: formam touceiras compactas, muitas vezes repetem a floração e tendem a ter melhor sanidade. As trepadeiras são impactantes em pérgolas e treliças, mas exigem condução e mais paciência. As híbridas-de-chá oferecem as hastes longas típicas para vaso, porém, em geral, pedem poda mais cuidadosa e prevenção de doenças. Seja qual for o tipo, vale a regra: uma roseira bem plantada, no lugar certo, retribui a cada estação com mais flores do que a fama faria imaginar.
Dica para cortar para o vaso: corte as flores de manhã, quando os caules estão bem hidratados, e escolha botões começando a abrir. Tesoura limpa e afiada e colocação imediata na água prolongam a durabilidade no vaso e ainda estimulam novas florações no arbusto.
Fonte: Almanac, Rhs , Pestrazahrada.cz
Artigos relacionados
Mandevila a substituta dos gerânios sol nao a incomoda e ilumina a varanda
A mandevila destaca-se pela floração abundante e pela excelente tolerância ao calor e ao sol direto. Com o substrato certo, rega cuidadosa e adubação regular, transforma varandas e terraços num verdadeiro ponto de destaque.
Colheitas por muitos anos com pouca manutenção aposte no ruibarbo no jardim
O ruibarbo é uma perene rústica e longeva que produz durante muitos anos com poucos cuidados, desde que tenha espaço, solo fértil e boa drenagem. Veja como escolher a variedade, plantar, adubar e colher corretamente para manter a touceira vigorosa.
Porque a cebola não prospera os erros mais comuns e soluções simples
A cebola pode falhar mesmo com bons cuidados quando a variedade, a época e as condições do solo não estão alinhadas. Veja os deslizes mais frequentes no cultivo e como corrigi-los para obter bolbos maiores e bem armazenáveis.
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.