Oito lugares onde nunca deve plantar pepinos se quiser colher bem
Os pepinos são uma hortícola de fruto agradecida e de crescimento rápido, mas só quando têm as condições certas. Muitas vezes subestima-se que até uma planta “pouco exigente” pode definhar num local inadequado, demorar a formar flores, produzir frutos amargos ou deformados e sucumbir facilmente a pragas ou doenças fúngicas. Os pepinos têm um sistema radicular superficial, sensível tanto ao encharcamento como à secura, muita massa foliar propensa a míldios e oídio e ramas longas que precisam de espaço e luz. Quem quer colher regularmente durante todo o verão deve evitar os seguintes locais.
Um bom local para pepinos é solarengo, arejado mas não exposto a vento forte, com solo fofo e bem drenado e espaço suficiente para as ramas e as raízes.
1) Sombra permanente e locais com pouca luz
Os pepinos precisam de muitas horas de sol, idealmente pelo menos seis a oito por dia. À sombra de árvores, junto a paredes a norte ou atrás de uma vedação alta, a planta estica, forma menos folhas capazes de fazer fotossíntese e, sobretudo, menos flores, pelo que a produção fica fraca. Com pouca luz, também aumenta a humidade no meio da folhagem e as folhas demoram mais a secar após o orvalho ou a chuva, criando condições ideais para o oídio e outras doenças fúngicas. Os frutos de plantas à sombra tendem a ser mais pequenos, com pior coloração e a maturação atrasa-se de forma evidente.
2) Locais onde a água fica parada com frequência
Água estagnada é um dos caminhos mais rápidos para problemas nos pepinos. O solo encharcado expulsa o oxigénio da zona das raízes, as raízes começam a apodrecer e a planta reage com amarelecimento, murcha e paragem de crescimento. Em canteiros demasiado húmidos, além disso, propagam-se mais facilmente patógenos do solo e fungos, que podem arruinar a cultura em pouco tempo. São especialmente arriscados os locais em depressões, junto a caleiras ou onde se formam poças depois da chuva. Um canteiro elevado, drenagem e a melhoria do solo com composto podem ajudar, mas se o local for naturalmente encharcado, os pepinos vão lutar todos os anos.
3) Solo pesado, compactado e com má drenagem
Os pepinos prosperam em solo fofo, rico em húmus e bem drenado, onde as raízes respiram facilmente e a planta absorve rapidamente os nutrientes. Em solos argilosos, pisados ou compactados ao longo do tempo, a água fica retida nas raízes e, quando seca, o solo transforma-se numa crosta dura. A planta alterna então entre stress de excesso de água e stress de falta de água, o que se traduz em crescimento fraco e produção irregular. O solo compactado também limita o desenvolvimento radicular, pelo que o pepino lida pior com dias quentes e murcha mais depressa. Se tem terra mais pesada no jardim, vale a pena melhorá-la com composto antes da plantação e cultivar de preferência em canteiro elevado.
4) Canteiros esgotados e pouco férteis
O pepino é mais exigente em nutrientes e em água, porque cresce depressa e frutifica por muito tempo. Em canteiros que durante anos não recebem matéria orgânica, as plantas ficam pálidas, florescem pouco e os frutos não se desenvolvem de forma uniforme. A falta de potássio e magnésio muitas vezes reflete-se em sabor mais fraco, menor vigor e maior sensibilidade a doenças. Quando os pepinos arrancam num solo pobre, na maioria das vezes já não recuperam esse atraso ao longo da época. É essencial incorporar composto e, se necessário, estrume bem curtido com antecedência, e garantir que o solo mantém humidade sem ficar encharcado.
5) Vasos demasiado pequenos e canteiros apertados
Os pepinos produzem ramas longas e precisam de espaço não só acima do solo, mas também para o torrão de raízes. Num vaso pequeno, o substrato aquece e seca rapidamente, as raízes não têm para onde crescer e a planta sofre com regas irregulares. Isso leva à queda de flores, frutificação irregular e, mais frequentemente, a amargor. O cultivo apertado também piora a circulação de ar entre as folhas, pelo que após a rega ou a chuva a vegetação permanece húmida durante muito tempo e as doenças fúngicas têm terreno livre. Se o espaço for limitado, uma solução pode ser o cultivo vertical numa estrutura firme, mas o recipiente, ainda assim, tem de ser suficientemente grande e estável.
6) Plantação demasiado densa e “selva” no meio de outras plantas

Quando os pepinos ficam demasiado encostados uns aos outros ou se misturam com culturas vizinhas, começam a competir por luz, água e nutrientes. As ramas entrelaçam-se, as folhas sobrepõem-se e, no interior da cultura, forma-se um microclima permanentemente húmido. É exatamente este o ambiente que favorece o oídio, os míldios e a rápida disseminação de pragas. O excesso de plantas traduz-se em menos flores, menor crescimento e frutos mais pequenos. Espaçamentos adequados e condução em tutor melhoram muito a circulação de ar e a qualidade da colheita.
7) Muito perto de outras cucurbitáceas
Os pepinos são cucurbitáceas e partilham os mesmos inimigos com curgetes, abóboras e melões. Se os colocar demasiado próximos, aumenta a pressão de pragas e o risco de transmissão de doenças, porque os insetos e os esporos dos fungos têm uma “ponte” entre plantas hospedeiras. Além disso, há competição por nutrientes e água, já que as cucurbitáceas podem ser muito exigentes. O resultado costuma ser enfraquecimento dos pepinos, pior frutificação e propagação mais rápida de problemas por todo o canteiro. Uma prevenção importante é a rotação de culturas e um espaçamento sensato entre as diferentes cucurbitáceas.
8) Locais abertos e ventosos, sem abrigo
O vento forte seca os pepinos, rasga folhas e faz balançar as ramas, que assim se partem com mais facilidade ou se esfregam no tutor. A planta fica em stress, evapora água mais depressa e, mesmo com regas regulares, pode murchar. Em pepinos conduzidos em estruturas, há ainda o risco de a armação tombar ou os frutos serem danificados por impactos. Locais ventosos também pioram o microclima em noites mais frescas, quando os pepinos sofrem com a desaceleração do crescimento. O ideal é um local com muito sol, mas protegido por uma sebe, uma parede ou uma barreira corta-vento.
Como escolher um local melhor e evitar desilusões
Se evitar sombra, encharcamento, solo compactado, canteiros pobres e condições apertadas, estará a fazer mais pela produção do que com qualquer pulverização “milagrosa”. Os pepinos querem sol, humidade estável sem água parada, terra fértil e fofa e espaço. Uma rotação de culturas bem pensada também ajuda muito, porque limita a transmissão de doenças e reduz a presença de pragas. No local certo, os pepinos retribuem com crescimento rápido, folhas saudáveis e uma colheita longa e regular de frutos saborosos.
Fonte: Martha Stewart, Green Life Zen, Pestrazahrada.cz
Amante da natureza, do jardim e de tudo o que se move, floresce ou cresce. Cultiva literalmente tudo, de ervas aromáticas a espécies raras, e gosta igualmente de cuidar de animais. No seu trabalho, combina tecnologias modernas com métodos tradicionais testados pelas avós e fica feliz quando ambos os caminhos levam ao mesmo objetivo.
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