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Como afastar a marta no sótão e no carro sem entrar em conflito com a lei

September 14, 2026 · 5 min de leitura · Tomas Rohlena
Como afastar a marta no sótão e no carro sem entrar em conflito com a lei
Marta / Foto: Depositphotos
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A marta consegue instalar-se no sótão, debaixo do telhado, num anexo e até no motor do carro. O que mais incomoda costuma ser o barulho noturno, o cheiro e os danos no isolamento, nos cabos ou nas aves de capoeira. É importante saber que pode expulsá-la do local e proteger o imóvel, mas não pode envenená-la, abatê-la a tiro nem capturá-la numa armadilha. Do ponto de vista legal, trata-se de caça, e a caça ou captura obedecem a regras claras.

Na prática, o que melhor resulta é a chamada proteção em camadas. Primeiro, torna a permanência desagradável com repelentes de cheiro e dispositivos de afugentamento; depois, verifica e fecha mecanicamente todos os acessos. Expulsar sem vedar as aberturas costuma ser apenas uma solução temporária.

Como perceber que quem se instalou em sua casa é mesmo uma marta

O sinal típico é um pisar forte, arranhar e arrastar objetos, normalmente à noite entre as 22h e as 4h. Em comparação, o ruído de ratos ou ratazanas é mais discreto e tende a ser mais “fino”, como um farfalhar. No sótão, juntam-se marcas no isolamento, lã mineral puxada para formar túneis, cabos roídos e, por vezes, restos de presas. É frequente sentir um cheiro intenso a urina.

No galinheiro, o problema denuncia-se por aves mortas, muitas vezes várias de uma vez, com feridas na cabeça e no pescoço e penas espalhadas. No carro, o primeiro aviso costuma ser uma avaria e, depois, a descoberta de fios mordidos ou isolamento rasgado no compartimento do motor.

Aspeto da marta, pegadas e fezes como prova segura

A marta é um carnívoro esguio, de tamanho semelhante ao de um gato pequeno, geralmente com pelagem castanha, “peitilho” branco e cauda farta. Junto às habitações, a espécie mais comum é a marta-das-rochas. As fezes costumam ter a forma de um cilindro escuro e alongado, ligeiramente torcido, com alguns centímetros de comprimento e muitas vezes afunilado numa ponta. Ao desfazerem-se, é comum encontrar pelos, penas, pequenos ossos ou restos de bagas, porque a marta é omnívora.

Também é típico depositar as fezes repetidamente nos mesmos locais, por exemplo junto à entrada, sobre vigas, na escada de acesso ao sótão, num muro baixo, junto ao composto ou até sobre o capô do carro. As pegadas têm cinco dedos com unhas visíveis e lembram uma pequena mão, muitas vezes em pares, ligeiramente desenhados em diagonal, porque a marta se desloca aos saltos.

Afugentadores e repelentes de cheiro podem ajudar, mas é preciso escolher bem

Marta em casa / Foto: Depositphotos
Marta em casa / Foto: Depositphotos

Um afugentador ultrassónico pode expulsar a marta, mas a qualidade e a configuração são decisivas. Fazem sentido os aparelhos que conseguem variar automaticamente o sinal, ou combinar o som com um flash de luz. Com um tom uniforme, o animal habitua-se muitas vezes depressa e o efeito diminui. Tão importante como isso é o alcance ser adequado à dimensão do sótão, da garagem ou do espaço exterior.

Os sprays contra martas são úteis sobretudo onde o animal causa estragos com os dentes. Em cabos, mangueiras e vigas, criam uma camada que incomoda a marta pelo cheiro e pelo sabor. Depois de chuva ou após lavar o motor, é necessário renovar a proteção. A “cerca” odorífera funciona como uma fronteira invisível que a marta tende a não atravessar, e usa-se à volta da casa, do cercado ou do galinheiro. Conte com o facto de que os repelentes são um complemento: o essencial é fechar as vias de acesso.

Marta no sótão e debaixo do telhado: porque entra e como agir

A marta procura um local seco e quente, seguro e de difícil acesso. Entra nas casas com mais frequência no outono e no inverno, quando procura um abrigo para passar a época fria, e na primavera, quando a fêmea cria as crias. Consegue esgueirar-se por aberturas surpreendentemente pequenas e sobe sem grande dificuldade pelo tubo de queda da caleira, pela parede rebocada ou pelo para-raios. Por vezes, chega ao telhado saltando de um ramo.

Três passos que fazem sentido

Comece por localizar o ponto de entrada. Durante o dia, inspecione o sótão e as bordas do telhado; procure luz a atravessar, forros danificados, frestas na cumeeira, junto à chaminé ou ao empena, e também marcas gordurosas do pelo à volta da abertura. Depois, expulse a marta. Ajuda combinar afugentador, repelente de cheiro, luz e ruído perturbador; o objetivo é que ela abandone o refúgio por iniciativa própria. Só depois vem o fecho mecânico das aberturas, caso contrário há o risco de o animal ficar lá dentro.

O erro mais comum é fechar as crias lá dentro

De março a julho, proceda com especial cuidado. As crias, no início, não saem do ninho, enquanto a fêmea caça à noite. Se vedar a abertura sem ter a certeza de que o espaço está vazio, pode trancar as crias sem se aperceber. Isso leva à morte, a um cheiro forte dentro da estrutura e a fêmea muitas vezes tenta entrar por outro caminho.

Como proteger o telhado para que a marta não volte

Resolva frestas e passagens com chapa metálica ou rede galvanizada de malha pequena. Espuma de montagem e esferovite não são solução: a marta consegue roê-las rapidamente. Também ajuda uma manga lisa no tubo de queda da caleira a mais de dois metros de altura e a poda dos ramos para que não fiquem ao alcance de salto até ao telhado. Depois da intervenção, compensa verificar durante mais algumas semanas se não ficou alguma fenda despercebida.

Marta no jardim: menos alimento e menos abrigos significam menos visitas

A marta vai ao jardim sobretudo à procura de comida e, ao mesmo tempo, de abrigos seguros. Ajuda manter o composto bem fechado e não colocar nele restos de origem animal, apanhar regularmente a fruta caída e limpar restos de ração, se cria animais. Para ela, um abrigo pode ser uma pilha de lenha, o espaço debaixo do deque/terraço ou um anexo entreaberto; por isso, também aqui faz sentido tapar frestas e manter as construções fechadas.

A marta pode até ser útil porque caça roedores, mas também pode destruir mangueiras ou cabos de equipamentos de jardim e deixar fezes em pontos elevados. Intervenha cedo, sobretudo quando começa a marcar locais fixos ou a passar do jardim aberto para dentro de um edifício. Um afugentador exterior e uma “cerca” odorífera podem ajudar como complemento à gestão do espaço.

Marta e galinheiro: quando entra, os estragos costumam ser grandes

O galinheiro tem de ser construído para resistir a puxões, escalada e passagem por fendas. O essencial é uma rede soldada resistente, de malha pequena, portas bem travadas e proteção contra escavação por baixo. Um ponto fraco comum é também o teto do cercado, porque a marta consegue entrar por cima e sobe pela rede sem dificuldade.

É preciso contar com o facto de que, num espaço fechado, a marta pode matar mais aves do que aquelas que realmente consegue levar ou comer. Por isso, faz sentido não deixar restos de ração e ovos no exterior durante a noite, que a atraem, e reforçar a proteção com um repelente ou uma “cerca” à volta do cercado.

Marta no carro: primeiro eliminar cheiros, depois proteger os cabos

O compartimento do motor atrai a marta pelo calor e pelo abrigo. O dano mais comum são cabos mordidos, mas também pode estragar mangueiras, foles ou arrancar isolamento para fazer uma cama. Resulta bem um procedimento em três passos. Primeiro, lave o motor para remover marcas de cheiro. Depois, trate cabos e mangueiras com um spray contra martas. Por fim, é aconselhável acrescentar um afugentador compacto a pilhas no compartimento do motor, ou sistemas especializados que desencorajam o animal com um impulso leve ao contacto. Se tiver possibilidade, estacionar numa garagem fechada reduz muito o risco.

Captura, veneno e lei: o que pode fazer e quando chamar profissionais

Marta ataca o galinheiro / Foto: Depositphotos
Marta ataca o galinheiro / Foto: Depositphotos

Armadilhas de captura viva são vendidas, mas armá-las para martas não é uma tarefa doméstica comum, porque a captura de caça é considerada ato venatório. Da mesma forma, não é permitido matar a marta nem levá-la e soltá-la noutro local por iniciativa própria. Quando a marta volta mesmo depois de vedar, a solução mais correta costuma ser contactar uma empresa especializada, que assegure a intervenção em conformidade com as normas. Outra opção é dirigir-se ao serviço competente, que pode autorizar o procedimento e indicar alguém habilitado.

Veneno para martas está fora de questão. Iscos envenenados são proibidos e, além dos problemas legais, existe o risco de intoxicar animais domésticos ou colocar crianças em perigo. Além disso, uma marta envenenada pode morrer numa parte inacessível do telhado e o resultado é um cheiro durante semanas e uma procura difícil da origem.

Regras práticas que poupam tempo e nervos

Comece sempre por perceber por onde o animal entra e só depois de o expulsar é que deve vedar o local. Combine várias medidas, porque uma só muitas vezes não chega. No telhado, confie em chapa e rede de qualidade, não em espuma. No galinheiro, conte com ataques por cima e por baixo e use trincos robustos. No carro, pense nas marcações de cheiro, caso contrário outra marta pode aparecer rapidamente. Se for um prédio ou um imóvel de terceiros, trate sempre o processo com o administrador ou o proprietário, para que a intervenção esteja correta do ponto de vista legal e técnico.

Fonte: Colorado State University Extension, Backyard and Small Flock Poultry, Zákony pro lidi, Pestrazahrada.cz

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Tomas Rohlena
Tomas Rohlena

Amante da natureza, do jardim e de tudo o que se move, floresce ou cresce. Cultiva literalmente tudo, de ervas aromáticas a espécies raras, e gosta igualmente de cuidar de animais. No seu trabalho, combina tecnologias modernas com métodos tradicionais testados pelas avós e fica feliz quando ambos os caminhos levam ao mesmo objetivo.

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