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A alternativa às hortênsias que floresce até 120 dias e tolera melhor a seca

June 13, 2026 · 5 min de leitura · Tomas Rohlena
A alternativa às hortênsias que floresce até 120 dias e tolera melhor a seca
Lilás-indiano / Foto: Gabriel Collares – Flickr
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Lilás-da-Índia / Foto: Juan Carlos Fonseca Mata, Wikimedia.org
Lilás-da-Índia / Foto: Juan Carlos Fonseca Mata, Wikimedia.org

Os últimos anos mostram que as temperaturas mais altas e os períodos mais longos sem chuva estão a mudar aquilo que funcionou durante décadas nos jardins da Chéquia. Um exemplo típico são as hortênsias, que no verão abafado sofrem não só com a falta de humidade, mas sobretudo com o ar sobreaquecido e o ambiente ressequido. A rega ajuda a repor a água no solo, mas o próprio calor e o sol escaldante conseguem esgotar a planta de tal forma que ela começa a secar rapidamente, a ficar castanha e a perder folhas e flores. Muitos jardineiros constatam, assim, que os cuidados são cada vez mais exigentes e o resultado, incerto.

Em algumas espécies, é preciso aceitar que, nas novas condições, enfraquecem, e dar espaço a plantas às quais um clima mais quente, pelo contrário, favorece.

Quando as condições mudam, a escolha de arbustos também muda

Os especialistas recomendam cada vez mais pensar em alternativas que suportem a seca e o calor com menores perdas. Se não quer abdicar do aspeto de um arbusto com floração abundante, há opções capazes de oferecer um efeito semelhante, mas com maior resistência. Fala-se, por exemplo, da hortênsia-de-folha-de-carvalho, que chama a atenção pelas folhas a lembrar o carvalho e, no outono, ganha tons púrpura profundos. Também é interessante a transformação das flores, porque as panículas brancas podem ficar ligeiramente rosadas após a floração, mantendo o arbusto decorativo mesmo fora do pico da estação.

Lagerstroemia indica como uma alternativa atrativa à hortênsia

Uma alternativa ainda mais marcante para jardins soalheiros pode ser a lagerstroémia (Lagerstroemia indica). Também pode encontrá-la sob os nomes de mirto-crepe, murta-crepe ou lilás-da-Índia. Trata-se de um arbusto que se destaca por flores grandes e vistosas em tons de branco, rosa, roxo até escarlate. O maior atrativo é a floração excecionalmente longa: em boas condições, cerca de três meses seguidos. Se as inflorescências se abrirem no verão, muitas vezes mantêm-se até setembro, por vezes até outubro, dando cor ao jardim numa altura em que muitos outros arbustos ornamentais já terminaram.

Que altura terá o arbusto e onde se adapta melhor

A altura da lagerstroémia varia consoante o cultivar. Algumas formas mantêm-se compactas e chegam a cerca de meio metro, outras, em ambiente favorável, podem atingir vários metros. Por isso, pode ser usada como exemplar isolado, em maciços ou como substituição de destaque em locais onde antes dominavam o lilás ou as hortênsias. Em termos de impacto à distância, oferece uma floração igualmente expressiva, mas numa época que pode encaixar melhor no verão e no início do outono.

O sol é a base do sucesso

No lilás-da-Índia, a escolha do local é decisiva. Precisa de sol direto e, idealmente, de um sítio onde não fique à sombra nem durante parte do dia. Quanto mais luz e calor receber, mais facilmente forma botões e mais tempo e mais abundantemente floresce. Se tem no jardim um recanto realmente quente, que outras plantas não aguentam no verão, este pode ser precisamente o arbusto que vai apreciar esse tipo de lugar.

Solo, rega e a ajuda simples do mulching

Desenvolve-se melhor em solo fértil, rico em húmus e bem drenado, com pH neutro a ligeiramente ácido. Embora seja considerado uma opção mais resistente para climas mais quentes, em seca prolongada agradece regas regulares, sobretudo após a plantação e durante a floração. Uma ajuda prática é a cobertura do solo com mulch, que contribui para manter uma humidade mais constante, protege as raízes do sobreaquecimento e ainda facilita a manutenção do canteiro. Se lhe der sol, terra drenante e uma dose sensata de água, recompensará com uma floração longa e um aspeto que no jardim parece exótico, mas que, ao mesmo tempo, se integra de forma natural.

Fonte: The Spruce, Gardening Know How, Pestrazahrada.cz

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Tomas Rohlena
Tomas Rohlena

Amante da natureza, do jardim e de tudo o que se move, floresce ou cresce. Cultiva literalmente tudo, de ervas aromáticas a espécies raras, e gosta igualmente de cuidar de animais. No seu trabalho, combina tecnologias modernas com métodos tradicionais testados pelas avós e fica feliz quando ambos os caminhos levam ao mesmo objetivo.

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