Dez dicas comprovadas para ter um relvado denso e verde o ano inteiro
Um relvado denso, de um verde intenso e bem cuidado não surge por acaso. Precisa de atenção contínua ao longo de toda a época, das ferramentas certas e de alguns passos que vale a pena repetir todos os anos. Quando junta limpeza, nutrição, corte e trabalhos na estrutura do solo, o relvado ganha vigor, resiste melhor à seca e às infestantes e fica mais compacto e uniforme.
Limpeza do relvado e verificação do solo
Depois do inverno e também ao longo do ano, é importante não deixar sobre a relva camadas de folhas, raminhos, agulhas de pinheiro e restos vegetais. Estes detritos impedem a entrada de luz e ar, retêm humidade e aumentam o risco de doenças. Na primavera, antes de o relvado entrar em pleno crescimento, pode penteá-lo sem receio com um ancinho e retirar tudo o que não pertence ali.
Parte do arranque primaveril deve ser também uma verificação orientativa do pH do solo. O intervalo ideal para as gramíneas é aproximadamente entre 6 e 7. Fora destes valores, a relva pode ter mais dificuldade em absorver nutrientes, mesmo com uma adubação bem feita. Um solo mais ácido pode ser corrigido com calagem; já um solo demasiado alcalino pode ser ajustado, por exemplo, com turfa ou enxofre.
Escarificação como chave para densidade e saúde
Se quer um relvado com aspeto fresco e sem aquele tom acinzentado causado por musgo ou feltro, não dá para dispensar a escarificação. O escarificador rompe a camada superficial do tapete, remove musgo, restos mortos e parte das infestantes, e abre espaço para um novo crescimento. Normalmente, esta intervenção faz-se duas vezes por ano, na primavera e no outono, para que o relvado tenha tempo de recuperar.
Ressementeira e escolha correta da semente
Depois da escarificação, o relvado costuma ficar mais ralo, o que é a altura ideal para fazer ressementeira. Reforçar a sementeira uma vez por ano ajuda a manter a densidade, preencher zonas falhadas e melhorar o aspeto geral. Para um relvado fino e compacto, escolhem-se frequentemente misturas com maior percentagem de festuca, que forma um tapete denso e é usada também em zonas mais exigentes e representativas.
Adubação conforme a estação
O relvado precisa de nutrientes não só para crescer, mas também para aguentar o pisoteio, o corte e a competição com as infestantes. Na primavera, é indicado um adubo com maior teor de azoto, porque estimula um crescimento mais rápido da massa verde e a recuperação após o inverno. No outono, é mais adequado um adubo com potássio, que contribui para a resistência e para a formação de um sistema radicular mais forte antes do período frio.
Com que frequência cortar para ter um tapete denso
A frequência de corte depende do resultado que procura. Para um relvado realmente cuidado e denso, é preciso cortar mais vezes, até duas vezes por semana nos períodos de crescimento mais intenso. Com o encurtamento regular, a relva perfilha mais, adensa e, em vez de se esticar em altura, forma um tapete compacto.
Uma boa máquina e lâmina afiada são essenciais
Não conta apenas a frequência, mas também a qualidade do corte. Lâminas cegas rasgam a relva, as pontas das folhas secam, o relvado perde brilho e fica mais suscetível a problemas. Por isso, compensa afiar as lâminas regularmente e manter a máquina em bom estado. Em terrenos maiores, um trator corta-relva pode facilitar muito o trabalho; nesse caso, vale a pena considerar o relevo, a largura de corte e a manobrabilidade.
É preferível remover a relva cortada

Deixar a relva cortada à superfície pode, em algumas situações, aumentar o risco de fungos e outras doenças, sobretudo quando se corta com frequência e os restos ficam em camada. Além disso, os resíduos agarram-se facilmente ao calçado e acabam espalhados pelo jardim e dentro de casa. A opção mais limpa é recolher no cesto ou varrer/ancilhar depois do corte, para que o tapete tenha acesso ao ar.
A rega no calor decide a cor e a vitalidade
Um relvado baixo perde humidade rapidamente nos dias de muito calor. As raízes das gramíneas tendem a ser mais superficiais e, sem água regular, o tapete seca facilmente e amarelece. Resulta bem regar de forma a que a água chegue às raízes, de preferência de manhã e ao fim do dia, quando evapora menos. Assim, a relva mantém-se elástica, fresca e uniformemente verde.
Veja as infestantes como concorrência, não como decoração
No relvado aparecem muitas vezes margaridas, dentes-de-leão e outras plantas que podem parecer bonitas, mas do ponto de vista da densidade são concorrentes. Se se espalharem, conseguem suprimir as gramíneas e criar uma área irregular. O caminho mais simples é a remoção manual regular, incluindo a raiz, para que as infestantes não regressem rapidamente.
A arejamento ajuda o solo e as raízes
A aeração é uma forma simples de melhorar a entrada de ar e água no solo. Em áreas pequenas, bastam umas forquilhas, com as quais perfura o tapete de forma regular. Se quiser aumentar o efeito, pode levantar ligeiramente a zona perfurada e soltar o solo com cuidado. O relvado passa a “respirar” melhor, as raízes fortalecem-se e a área recupera mais facilmente após o uso intenso e também depois de chuvas.
Os melhores resultados vêm da combinação de passos, não de uma ação pontual. Quando limpeza, escarificação, ressementeira, adubação, corte, rega e aeração se alternam ao longo do ano, o relvado adensa gradualmente e fica com aspeto verdadeiramente representativo.
Fonte: Hoselink, Swardman, Extension USU, Pestrazahrada.cz
Amante da natureza, do jardim e de tudo o que se move, floresce ou cresce. Cultiva literalmente tudo, de ervas aromáticas a espécies raras, e gosta igualmente de cuidar de animais. No seu trabalho, combina tecnologias modernas com métodos tradicionais testados pelas avós e fica feliz quando ambos os caminhos levam ao mesmo objetivo.
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