Orquídeas carregadas de flores com um truque caseiro simples sem químicos
Muitos cultivadores acham que, ao recorrer a um fertilizante feito especificamente para orquídeas, a floração vai melhorar automaticamente. Na prática, porém, muitas vezes acontece o contrário. A planta até cresce, faz folhas, às vezes até novas raízes, mas as flores são poucas ou não aparecem. Aí é fácil ficar com a impressão de que o dinheiro gasto com produtos foi em vão.
Uma florista experiente partilhou um método em que não usa qualquer adubo comprado e, ainda assim, tem orquídeas com uma floração realmente abundante. A base é um extrato caseiro simples, preparado a partir de um ingrediente comum e aplicado com cuidado para não danificar as raízes.
Nutrição caseira de alho para estimular a floração
O objetivo do extrato de alho é dar um apoio suave à planta e, ao mesmo tempo, aproveitar as propriedades do alho que os cultivadores tradicionalmente associam a um ambiente mais limpo em torno das raízes. É importante manter uma concentração delicada e não exagerar na frequência de uso.
Como preparar a solução
Prepare um recipiente de vidro de três litros e encha-o com água morna, previamente fervida e depois arrefecida até uma temperatura agradavelmente tépida. Em seguida, pegue num dente de alho, esmague-o num espremedor ou rale-o bem fino e adicione à água. Deixe a mistura em infusão por cerca de três horas.
Depois de infundir, coe a solução através de gaze ou de um coador muito fino, para que não fiquem pedaços de alho. Aplique então o líquido preparado junto às raízes da orquídea, e não nas folhas.
Em que ter atenção para não queimar as raízes
O aviso principal é: no dia anterior à adubação, regue a orquídea com água limpa à temperatura ambiente da forma habitual. Assim, as raízes não estarão secas e sensíveis e o risco de danos diminui bastante. Nunca deite a solução sobre substrato completamente seco e não use água fria.
Cinco regras sem as quais não há floração

Mesmo a melhor nutrição caseira terá um efeito limitado se a orquídea não tiver condições adequadas. A floração é influenciada sobretudo pela luz, pelo regime de rega, pelo transplante correto, pelas diferenças de temperatura e por uma poda cuidadosa das hastes florais.
Luz sem sol direto forte
As orquídeas gostam de muita luz, mas o sol direto pode queimar as folhas e enfraquecê-las a longo prazo. Em geral, dão-se melhor junto a janelas viradas a nascente ou a poente, onde a luz é intensa, mas mais suave.
Rega uma vez por semana e sem água acumulada
Uma recomendação comum é regar cerca de uma vez por semana pelo método de imersão, em que o vaso é colocado por um curto período em água à temperatura ambiente e depois deixado a escorrer completamente. A alternativa é dar um “duche” com um jato suave, novamente com água não fria. Em qualquer caso, vale a regra de que o excesso de água não deve ficar na parte inferior das raízes nem na roseta de folhas, porque isso aumenta o risco de apodrecimento.
Transplante aproximadamente de dois em dois anos
As orquídeas costumam ser transplantadas ao fim de cerca de dois anos, quando o substrato já se degradou e passa a reter humidade de forma inadequada. Ao transplantar, proceda com muita cautela, pois as raízes partem-se facilmente. Depois de retirar do vaso, verifique o sistema radicular e remova as partes secas, moles ou danificadas. Trate os cortes com um desinfetante ou carvão triturado e instale a planta num substrato fresco, de modo a ficar firme, mas sem ficar sufocada.
Após o transplante, convém não regar a orquídea durante alguns dias, para que as pequenas lesões nas raízes possam cicatrizar e diminuir o risco de infeção.
Temperaturas e diferença entre dia e noite
Para a formação de botões florais, o regime térmico é essencial. Muitas orquídeas preferem divisões mais frescas, onde a temperatura noturna não ultrapassa cerca de 15 a 18 °C. Ainda mais importante do que o valor em si costuma ser a diferença entre dia e noite. Se à noite a temperatura descer pelo menos 4 a 5 °C, a planta muitas vezes responde com a emissão de uma haste floral.
Poda das hastes florais com sensibilidade
Novos rebentos podem formar-se tanto a partir da parte principal como de gemas dormentes na haste existente. Faz sentido remover hastes completamente secas, mas nas que ainda estão parcialmente vivas recomenda-se deixar uma parte acima de uma gema, para que a planta tenha hipótese de rebrotar. Faça sempre o corte com uma ferramenta limpa, para não introduzir infeções nos tecidos.
Como tirar o máximo partido do truque caseiro
O extrato de alho pode ser um apoio interessante, mas funciona melhor como complemento de cuidados corretos. Quando a orquídea recebe luz difusa, rega regular e moderada, substrato fresco e, sobretudo, um arrefecimento noturno, a recompensa costuma ser mais botões e uma floração mais prolongada. Consistência e paciência fazem nas orquídeas uma diferença maior do que doses fortes de fertilizantes.
Fonte: RHS, The Spruce, To je nápad, Pestrazahrada.cz
Amante da natureza, do jardim e de tudo o que se move, floresce ou cresce. Cultiva literalmente tudo, de ervas aromáticas a espécies raras, e gosta igualmente de cuidar de animais. No seu trabalho, combina tecnologias modernas com métodos tradicionais testados pelas avós e fica feliz quando ambos os caminhos levam ao mesmo objetivo.
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