Gerânios-perenes para sol e meia-sombra, flores da primavera ao outono
O gerânio-perene (Geranium) está entre as vivazes mais populares dos últimos anos, porque alia beleza, resistência e um aspeto naturalmente elegante. Em português, também é comum confundir com os “gerânios” de varanda em floreiras, mas esses são, do ponto de vista botânico, pelargónios (Pelargonium). Os gerânios-perenes, por sua vez, são os verdadeiros Geranium, ou seja, plantas rústicas ao frio que passam o inverno no jardim sem problemas e voltam todos os anos. Na prática, isso significa menos trabalho, uma estrutura estável nos canteiros e um efeito duradouro sem necessidade de replantar todos os anos.
Dica: Se procura uma vivaz que preencha o espaço, sufoque as ervas daninhas e, ainda assim, não seja “invasiva”, o gerânio-perene é uma das escolhas mais seguras.
Porque é que os gerânios-perenes ganharam fama de aposta segura
Os gerânios-perenes são agradecidos porque se adaptam a uma grande variedade de locais. Há espécies adequadas para sol e para meia-sombra; algumas toleram a secura debaixo de árvores, outras preferem um solo com humidade mais constante. Formam maciços densos e, muitas vezes, “almofadas” compactas que ficam bonitas mesmo fora da época de floração. As flores costumam ser vistosas, mas ao mesmo tempo delicadas e naturais, o que as torna ideais tanto para composições modernas como para jardins mais rústicos. Outro bónus é que atraem polinizadores, sobretudo abelhas e borboletas, e, ao fecharem o terreno, reduzem bastante o espaço disponível para ervas espontâneas.
Outra grande vantagem é a rusticidade ao frio. Muitas espécies suportam temperaturas muito baixas, por isso um inverno normal raramente é um problema. Onde outras vivazes sofrem com oscilações do tempo ou com a geada, os gerânios-perenes frequentemente continuam a desempenhar o seu papel de forma discreta e fiável.
Local e solo, como escolher o sítio certo para os gerânios-perenes
Não existe uma regra universal, porque o género Geranium é muito vasto. Ainda assim, pode dizer-se que a maioria dos gerânios-perenes prospera melhor em solo bem drenado e rico em matéria orgânica. O encharcamento e os solos pesados e compactados a longo prazo são mais problemáticos do que a falta de água. A pleno sol tendem a florir com mais abundância; em meia-sombra mantêm a folhagem fresca por mais tempo e lidam melhor com períodos de calor.
Se tem um canto difícil no jardim, o gerânio-perene pode ser a solução. Debaixo de árvores, o solo é mais seco e há competição das raízes; num recanto junto à vedação, pode haver sombra e humidade. Compensa escolher a espécie e a cultivar de acordo com o que o local oferece, em vez de tentar “forçar” a planta a viver onde nunca ficará bem a longo prazo.
Plantação: quando plantar e como conseguir um maciço fechado rapidamente
Os gerânios-perenes plantam-se mais frequentemente na primavera ou no outono, quando o solo está naturalmente mais húmido e as plantas enraízam melhor. Após a plantação, agradecem regas, sobretudo nas primeiras semanas, até se estabelecerem. Se quer que o canteiro pareça preenchido depressa, plante com espaçamento que permita às plantas desenvolverem-se, mas que também as leve a fechar o terreno num prazo razoável. Plantar demasiado junto pode reduzir a circulação de ar e aumentar a suscetibilidade a doenças; plantar demasiado espaçado deixa espaço livre para ervas daninhas.
Em canteiros pequenos, vale a pena optar por cultivares que se mantenham bonitas por muito tempo e não sejam especialmente afetadas por doenças. Os gerânios-perenes funcionam muitas vezes como “preenchimento” entre vivazes dominantes e arbustos, e é desejável que sejam ornamentais mesmo fora do pico de floração.

Cuidados, rega, adubação e poda para uma segunda floração
Depois de enraizados, os gerânios-perenes são, na maioria, pouco exigentes. A rega é sobretudo importante em secas prolongadas, especialmente em plantações recentes ou a pleno sol. Não exagere na adubação: excesso de nutrientes pode estimular folhas em demasia em detrimento das flores e, por vezes, fazer as touceiras “abrirem” e perderem forma. Muitas vezes basta composto na primavera ou uma adubação ligeira no início da estação.
Uma prática muito útil é a poda após a floração. Nas espécies e cultivares mais altas, compensa cortar a planta depois da primeira vaga de flores, o que incentiva a compactação e, frequentemente, uma segunda floração. Ao mesmo tempo, remove-se folhagem cansada e o canteiro ganha um aspeto mais fresco e cuidado.
Conselho rápido: Se o gerânio-perene ficar com aspeto “cansado” após a floração principal, pode-o e regue-o. Em muitas cultivares, é a forma mais simples de obter uma nova vaga de flores.
Espécies e cultivares que se provaram em jardins
Para bordaduras de canteiros, são ideais as espécies mais baixas, que formam almofadas compactas e mantêm bem a forma. Recomenda-se frequentemente o gerânio-sanguíneo (Geranium sanguineum), incluindo a popular cultivar Max Frei, que cria maciços arrumados e, no local certo, floresce de forma muito fiável. Em canteiros onde se pretende um efeito mais marcante e maior volume de folhagem, destacam-se também espécies mais altas, como Geranium magnificum ou Geranium renardii, decorativas também pela folha.
Se procura uma segunda vaga de flores, foque-se em espécies e cultivares que respondem bem ao corte. Menciona-se muitas vezes Geranium himalayense, algumas cultivares de Geranium pratense ou certas formas de Geranium sylvaticum. A escolha certa é sempre um compromisso entre altura, cor da flor, exigências do local e o tempo durante o qual quer manter o maciço atrativo.

Auto-sementeira e expansão: quando é vantagem e quando convém controlar
Alguns gerânios-perenes conseguem auto-semeiar-se. Isso pode ser excelente num jardim de inspiração naturalista, onde se pretende que as plantações pareçam vivas e mudem ligeiramente ao longo do tempo. Por outro lado, em canteiros de desenho mais rigoroso, a auto-sementeira pode ser indesejada. Entre os que se disseminam com mais facilidade, costumam citar-se Geranium x oxonianum ou Geranium nodosum, que também se adapta bem à sombra.
Se quiser limitar a propagação, ajuda remover atempadamente as flores murchas e as cápsulas de sementes. Se, pelo contrário, a auto-sementeira for bem-vinda, deixe parte das plantas “amadurecer” e apenas controle para onde as plântulas vão, para que não ocupem zonas mais sensíveis do canteiro.
Gerânios-perenes no design do jardim: canteiros pequenos, grande efeito
Os gerânios-perenes destacam-se como bordadura, cobertura sob arbustos, enchimento entre roseiras e como um “tapete” natural em áreas maiores. Como formam um maciço denso, conseguem ligar visualmente diferentes partes da plantação e suavizar transições entre plantas dominantes. Funcionam muito bem em canteiros de vivazes, em zonas de meia-sombra junto à casa e em jardins rústicos, onde se pretende um aspeto espontâneo e duradouro.
Ao escolher as espécies adequadas para cada local e ao garantir cuidados básicos, ganha plantas que, ano após ano, crescem e florescem com fiabilidade, tornando o jardim naturalmente bonito sem exigir demasiado. Esse é o principal motivo pelo qual os gerânios-perenes são considerados uma das melhores vivazes tanto para principiantes como para jardineiros experientes.
Fonte: Gardening Know How, Garden design , Pestrazahrada.cz
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