Sete plantas que transformam floreiras cansadas numa decoração de outono e não temem a geada
Com a chegada dos dias mais curtos e das manhãs mais frias, é a altura ideal para transformar as floreiras de verão numa decoração com cara de outono. A plantação que no verão estava viçosa e exuberante muitas vezes passa a parecer cansada, crescida demais ou irregular. Por isso, compensa renovar as floreiras por completo ou, pelo menos, reforçá-las com espécies que se associam naturalmente ao outono pela cor, pela textura e pela resistência.
O outono oferece uma paleta de tons excecionalmente rica. Destacam-se sobretudo os vinhos, dourados, laranjas, castanhos, verdes-escuros e púrpuras. Além das próprias plantas, pode enriquecer o aspeto da floreira com elementos naturais do jardim, como raminhos de coníferas, hastes com bagas, cápsulas de sementes secas, pinhas ou pequenas abóboras. O resultado pode ser uma composição muito marcante, que se mantém atraente mesmo depois das primeiras geadas ligeiras.
Regras básicas para floreiras de outono
Ao compor a floreira, vale a pena seguir o princípio comprovado: um elemento alto, plantas de preenchimento e um elemento pendente. A planta mais alta cria o ponto focal e coloca-se ao centro ou junto à parte de trás. À sua volta, plantam-se espécies mais baixas e densas, que preencham o espaço e unam as diferentes partes da composição. Nas bordas, ficam bem plantas pendentes ou de porte suavemente arqueado, que suavizam o conjunto.
No outono, faz todo o sentido escolher espécies que tolerem temperaturas mais baixas e que não percam o efeito logo ao primeiro arrefecimento. Funcionam bem tanto perenes como plantas sazonais valorizadas pela folhagem ou pela floração tardia. Se vive numa zona de inverno mais suave, as possibilidades são ainda maiores e pode optar também por suculentas ou outras espécies mais sensíveis ao frio.
As plantas numa floreira de outono podem ficar relativamente juntas. No fim da estação, geralmente já não crescem de forma significativa, por isso uma plantação mais densa não faz mal e até dá um aspeto mais cheio. Pode plantar diretamente em substrato novo ou manter algumas plantas nos vasos de viveiro, se o objetivo for sobretudo um efeito decorativo rápido.
Os cuidados no outono são mais simples do que no verão
As floreiras de outono normalmente não exigem tantos cuidados como os recipientes de verão. Com temperaturas mais baixas e menor evaporação, não é necessário regar todos os dias, a menos que o tempo continue anormalmente quente. Só precisam de verificação mais frequente as plantas mantidas em pequenos vasos de cultivo, porque o torrão seca mais depressa.
A adubação, no fim da estação, costuma ser desnecessária. Mais importante é remover regularmente flores murchas e folhas danificadas, para que a floreira mantenha um aspeto cuidado. As perenes que usar no recipiente apenas de forma temporária podem, depois da estação, ser transplantadas para o jardim, onde têm hipótese de enraizar e continuar no ano seguinte.
Sete plantas que transformam uma floreira de outono
Ásteres
Os ásteres estão entre as espécies de outono mais agradecidas, porque trazem cor intensa numa altura em que muitas outras plantas já estão a terminar. As flores lembram pequenas margaridas e surgem em tons de roxo, rosa, branco e azul. Florescem do fim do verão até às geadas, mantendo a floreira viva por muito tempo.
As variedades mais altas funcionam como elemento dominante; os tipos mais baixos preenchem bem o espaço entre outras plantas. Desenvolvem-se melhor ao sol ou em meia-sombra leve e apreciam regas moderadas. Além do valor ornamental, também são úteis para os polinizadores, o que faz deles uma escolha bonita e prática.

Crisântemos
Os crisântemos são talvez a planta mais associada ao outono. Oferecem uma grande variedade de cores, do amarelo intenso ao laranja e ao vinho, além de rosa, branco ou púrpura. Em floreiras, têm um ar muito festivo e criam rapidamente um efeito volumoso, mesmo sem combinações complicadas.
Na compra, compensa escolher plantas que ainda tenham a maioria dos botões fechados. Assim, florescem durante mais tempo e mantêm o aspeto fresco por mais dias. O ideal é regar junto às raízes, evitando molhar desnecessariamente flores e folhas. Remover regularmente as partes murchas também prolonga a sua atratividade.

Gaillardia
A gaillardia destaca-se pelas flores bicolores marcantes em tons de vermelho e amarelo, que trazem calor e energia às floreiras de outono. Alguns cultivares oferecem também coloração mais escura, em vinho, ou dourado puro. Por isso, combina muito bem com gramíneas ornamentais, couves ornamentais e crisântemos.
Consoante a altura, pode ser usada como planta principal ou como complemento. Prefere sol pleno e um substrato bem drenado. É uma espécie muito viva, sem ser exigente em manutenção.

Heuchera
Se quer que a floreira fique interessante mesmo sem muitas flores, a heuchera é uma excelente opção. O seu maior trunfo são as folhas, disponíveis em inúmeras variações de cor. Pode escolher entre tons vinho, laranja, vermelho, verde-lima, prateado e até quase preto.
A heuchera funciona como planta de preenchimento, ligando espécies de floração mais vistosa e dando profundidade à composição. Desenvolve-se melhor em meia-sombra e em solo húmido, mas bem drenado. Numa floreira de outono, é valiosa justamente por se manter decorativa durante todo o período graças à folhagem.

Couve ornamental e repolho ornamental
Estas plantas aparecem em força nos viveiros e centros de jardinagem no outono, e não é por acaso. Toleram muito bem o frio e, com a descida das temperaturas, muitas vezes intensificam ainda mais a coloração. Oferecem tons de rosa, branco, verde, vermelho e roxo, atraindo de imediato a atenção.
A couve ornamental costuma ter folhas mais recortadas e com aspeto rendilhado, enquanto o repolho ornamental parece mais liso e compacto. Ambas as opções, porém, combinam na perfeição com plantas floridas e com decorações naturais de outono. São ideais para quem quer manter o efeito mesmo com as primeiras geadas.

Fetos perenes
Os fetos são uma excelente solução sobretudo para janelas mais sombrias. Acrescentam altura à plantação, uma textura delicada e uma cor verde estável. Algumas espécies têm frondes jovens em tons acobreados; outras mantêm-se verde-brilhante durante todo o ano, por isso a floreira não parece vazia mesmo no período mais frio.
Podem ser usados como estrutura mais alta da composição ou como elemento verde de ligação entre espécies mais coloridas. Em combinação com heucheras, hera ou couve ornamental, criam uma composição outonal muito elegante.

Pennisetum e outras gramíneas ornamentais
As gramíneas ornamentais dão leveza e movimento à floreira. O pennisetum e espécies semelhantes destacam-se pelo porte em arco, pela textura fina e, muitas vezes, por espigas vistosas em tons de branco, rosa, cobre ou púrpura. Colocados na parte de trás da floreira, criam um fundo natural para as plantas mais baixas.
São precisamente as gramíneas que muitas vezes decidem se uma floreira de outono vai parecer comum ou extraordinariamente elegante. Ficam bem sozinhas e também em conjunto com crisântemos, ásteres e brássicas ornamentais. Em geral, pedem um local soalheiro, mas a resistência ao frio depende da variedade escolhida.

A floreira de outono como uma mudança simples com grande efeito
Mesmo um pequeno ajuste na plantação consegue, no outono, transformar de forma marcante o aspeto da casa. Basta combinar algumas plantas de cor intensa, acrescentar contraste de folhagens e completar o conjunto com elementos naturais sazonais. Uma floreira bem pensada deixa de ser apenas decoração e passa a ser uma parte plena da atmosfera de outono em torno da casa.
Se escolher espécies resistentes e as harmonizar por altura, cores e texturas, terá uma composição que parece rica e bem cuidada e que se mantém bonita mesmo quando as flores de verão já perdem vigor.
Fonte: Gardening Know How, The Spruce, Pestrazahrada.cz
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