Adubação certa no outono faz a orquídea florir, mas um erro estraga tudo

A orquídea precisa de uma nutrição equilibrada para um desenvolvimento saudável, mas na adubação vale a regra de que o excesso pode ser tão prejudicial quanto a falta. Se a planta receber nutrientes demais, as raízes podem sofrer e, em vez de estimular a floração, todo o processo acaba por abrandar. Por isso, no outono é uma boa ideia optar por um método sensato e não contar com a “dose mais forte” para obter resultados mais rápidos.
Para a formação de folhas e de rebentos jovens, o azoto é importante. No entanto, quando há azoto em excesso, a orquídea pode concentrar-se sobretudo no crescimento da parte verde e não ter estímulo suficiente para emitir a haste floral. Na fase em que a planta deve caminhar para a floração, o fósforo e o potássio ganham mais peso. A opção mais segura costuma ser um adubo pronto, formulado especificamente para orquídeas, porque tem a composição adequada e uma dosagem recomendada.
Como adubar corretamente sem danificar as raízes
Uma das regras mais importantes é aplicar o adubo apenas com as raízes já húmidas. Se a orquídea estiver em casca e o substrato estiver seco, regue primeiro com água limpa e só depois use a solução nutritiva. Assim, reduz bastante o risco de as raízes sensíveis serem queimadas por uma mistura mais concentrada.
Durante o crescimento ativo, as orquídeas costumam ser adubadas uma vez a cada duas a três semanas, mas isso depende sempre do produto e do estado da planta. É mais seguro preparar uma solução mais fraca do que adubar em excesso. O excedente de sais pode manifestar-se em raízes debilitadas, pior absorção de água e menor predisposição para florir.
Nunca adube diretamente com as raízes secas. Primeiro água, só depois o adubo.
Igualmente importante é não deixar o vaso a “assentar” em água. Depois da rega, o excesso de água tem de escorrer livremente. Raízes encharcadas por longos períodos apodrecem com facilidade e, com a planta enfraquecida, não surgem novos rebentos nem flores.
O que é melhor evitar
Muitos cultivadores experimentam receitas caseiras na esperança de acelerar a formação das flores. São comuns, por exemplo, regas com água com açúcar, levedura ou alho. Essas misturas, porém, não substituem um manejo completo e, em alguns casos, podem até prejudicar o substrato ou desequilibrar o ambiente à volta das raízes.
Além disso, só adubar não chega. Mesmo uma orquídea bem nutrida precisa de boa luz difusa, um sistema radicular saudável e rega bem ajustada. Se a planta parece saudável, mas continua sem florir, costuma ser mais sensato verificar primeiro as condições de luz e o estado das raízes do que acrescentar adubo sem critério.
A diferença de temperatura pode ajudar a induzir a floração

Em muitas orquídeas, especialmente as Phalaenopsis, a temperatura também tem um papel importante. Uma ligeira diferença entre a temperatura diurna e a noturna pode estimular a emissão da haste floral. Mas não se trata de um arrefecimento brusco. A orquídea não precisa de choque, e sim de algumas semanas com noites um pouco mais frescas em comparação com o dia.
Frio demasiado intenso ou oscilações repentinas podem prejudicar a planta. Em exemplares mais sensíveis, podem até levar à queda dos botões. Se quiser aproveitar as condições de outono a seu favor, faça a transição de forma gradual e mantenha a orquídea num ambiente estável, mas ligeiramente mais fresco à noite do que durante o dia.
Opções caseiras de adubação e o seu contributo real
Entre os complementos caseiros mais recomendados está a água do arroz. Se quiser experimentar, ela deve vir da lavagem de arroz comum, sem sal e sem outros ingredientes. Pode servir como um complemento ocasional, não como substituto completo do adubo.
Outra opção conhecida é a infusão de casca de banana, porque as bananas contêm potássio. Ainda assim, não é boa ideia considerar a “água de banana” um remédio milagroso para a floração. O efeito costuma ser limitado e a composição não é tão equilibrada como a dos produtos específicos.
As cascas de ovo, por sua vez, são uma fonte de cálcio, mas este é libertado lentamente e não funciona como ajuda rápida para pôr a planta a florir. Se pretende estimular a sua orquídea no outono, os melhores resultados normalmente vêm de cuidados moderados e regulares, rega correta, luz suficiente e um adubo formulado para este tipo de planta.
O caminho mais fiável para a floração não está na adubação exagerada, mas no equilíbrio entre nutrientes, luz, água e temperatura.
Fonte: The Spruce, To je nápad, Pestrazahrada.cz
Amante da natureza, do jardim e de tudo o que se move, floresce ou cresce. Cultiva literalmente tudo, de ervas aromáticas a espécies raras, e gosta igualmente de cuidar de animais. No seu trabalho, combina tecnologias modernas com métodos tradicionais testados pelas avós e fica feliz quando ambos os caminhos levam ao mesmo objetivo.
Artigos relacionados
Não cubra os morangueiros cedo demais, produtores experientes esperam o sinal das folhas
Os morangueiros precisam de frio no inverno, mas não podem sofrer com o congelamento da coroa e dos botões. Saiba quando intervir e como proteger plantas no canteiro e em vasos para garantir uma boa colheita na primavera.
Gerânios florescem até dezembro e tudo depende do lugar certo em casa e de um pequeno extra na água
Com o local certo dentro de casa e um pequeno truque na rega, os gerânios podem manter-se bonitos e floridos por muito mais tempo, por vezes até dezembro. Assim, na primavera, muitas vezes nem é preciso comprar novas mudas.
O cacto de Natal pode florir todo o inverno e formar novos botões basta conhecer o truque dos cultivadores
O cacto de Natal pode manter-se florido durante todo o inverno se, além de luz e rega corretas, receber uma nutrição equilibrada. Alguns fertilizantes caseiros simples ajudam a estimular a formação de botões e prolongar a floração.
Comentários (0)
Seja o primeiro a comentar.