Como identificar o momento certo para parar de cortar a relva no outono e preparar o relvado para o inverno
Com a chegada do outono, muitos proprietários de jardins fazem a mesma pergunta: quando é que se deve encostar o corta-relva e deixar o relvado descansar. No entanto, não há uma data exata, porque o que conta não é o mês no calendário, mas sim se a relva continua a crescer ativamente. Esta é a regra mais fiável para fechar a época. Se o tapete continua a crescer, precisa de cuidados regulares. Quando o crescimento abranda de forma evidente ou quase pára, aproxima-se a altura do último corte.
O tempo no outono costuma ser instável e, por isso, pode acontecer que mesmo depois da primeira geada o relvado ainda continue a desenvolver-se durante várias semanas. Não é adequado guiar-se por uma única manhã fria. É muito mais importante acompanhar a evolução das temperaturas ao longo de vários dias e o estado geral do tapete. Só assim se evita tanto cortar desnecessariamente como descurar os cuidados numa fase em que o relvado ainda deles precisa.
Sinais que indicam que o fim da época está a chegar
Um dos sinais mais visíveis é o crescimento mais lento. A relva pode manter-se verde, mas já não cresce tão depressa como no verão. O arrefecimento também tem um papel decisivo. Se as temperaturas diurnas se mantêm, em geral, abaixo de 10 a 13 °C e as noites descem regularmente para perto de 4 °C ou menos, o relvado costuma entrar numa fase mais tranquila. Nessa altura, o último corte normalmente está por perto.
A natureza à volta também pode dar pistas. Quando as árvores perdem a maior parte das folhas e o jardim assume um aspeto claramente outonal, é mais um sinal de que a época vegetativa está a terminar. Mesmo assim, não convém agir de forma precipitada. Após a primeira geada, a relva pode continuar a crescer durante várias semanas, por isso é sensato acompanhar a previsão e reagir às condições reais, e não a uma estimativa.
Como fazer corretamente o último corte
O último corte não deve ser nem demasiado radical, nem excessivamente cauteloso. O ideal é deixar o relvado com cerca de 5 cm de altura. Este comprimento é um compromisso equilibrado. Um corte demasiado baixo pode enfraquecer a relva antes do inverno e aumentar o risco de danos pelo frio. Por outro lado, um tapete demasiado alto deita-se com mais facilidade, retém humidade e cria um ambiente favorável a fungos e outros problemas.
Também é importante cumprir a regra de que nunca se deve remover mais de um terço da altura de uma só vez. Se, no fim da época, o relvado estiver mais alto, é melhor reduzir o comprimento de forma gradual. Uma abordagem cuidadosa ajuda a manter a densidade do tapete e a sua resistência durante os meses de inverno.
Diferença entre relvas de estação fria e de estação quente
O momento do último corte também é influenciado pelo tipo de relva que cresce no jardim. As espécies de estação fria costumam abrandar o crescimento quando as temperaturas descem abaixo dos 10 °C. Para estas, recomenda-se reduzir a altura de forma progressiva, para que o tapete entre no inverno firme e saudável. Incluem-se aqui, por exemplo, as espécies comuns usadas nas nossas condições, que toleram bem os períodos mais frios.
As relvas de estação quente reagem de forma diferente ao arrefecimento. Assim que o frio se instala, entram em dormência de forma mais sensível e não devem ser cortadas demasiado rentes. Uma lâmina mais longa oferece melhor proteção e reduz o risco de danos durante o inverno. Por isso, conhecer o tipo de relva ajuda a definir não só a data, como também a altura correta do último corte.
Os cuidados depois do último corte determinam o resultado na primavera

Depois do corte final, o trabalho não termina. Convém ainda reforçar o relvado com nutrientes antes de o solo arrefecer de vez. Às relvas de estação fria faz bem algum azoto, enquanto as de estação quente podem aproveitar melhor o potássio, que aumenta a resistência. Uma adubação de outono bem escolhida ajuda as raízes a atravessar o inverno e facilita o arranque na primavera.
Igualmente importante é cuidar do equipamento. Após a última utilização, vale a pena limpar o corta-relva, verificar o seu estado e afiar as lâminas. Lâminas afiadas cortam de forma mais limpa e, ao triturar (mulching), processam melhor os restos de relva e as folhas. Um equipamento bem mantido fica pronto para a primavera sem complicações desnecessárias.
A regra de ouro para o fim da época
A melhor resposta à pergunta sobre quando parar de cortar é simples: quando a relva deixar de crescer. A data exata varia de ano para ano, consoante o tempo, as temperaturas e o tipo de relvado. Quem acompanha a evolução do jardim, a altura do relvado e o arrefecimento noturno tem a maior probabilidade de escolher o momento certo.
Corte enquanto o relvado realmente cresce, mas nunca retire uma parte demasiado grande de uma só vez.
Com esta abordagem, o relvado entra no inverno em boa forma, não fica desnecessariamente debilitado e recupera mais depressa na primavera. Um último corte bem programado é um pequeno passo no fim da época que tem grande impacto no aspeto do jardim no ano seguinte.
Fonte: Weed Man, The Spruce, House Beautiful, Pestrazahrada.cz
Amante da natureza, do jardim e de tudo o que se move, floresce ou cresce. Cultiva literalmente tudo, de ervas aromáticas a espécies raras, e gosta igualmente de cuidar de animais. No seu trabalho, combina tecnologias modernas com métodos tradicionais testados pelas avós e fica feliz quando ambos os caminhos levam ao mesmo objetivo.
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